
O ex-vereador de Campo Grande e ex-secretário de Fazenda de Sidrolândia, Claudinho Serra (PSDB), tornou-se réu junto com sua esposa, Mariana Camilo de Almeida Serra, seu pai, Cláudio Jordão de Almeida Serra, e os empresários Cleiton Nonato Correia (da GC Obras) e Edmilson Rosa (da AR Pavimentação), por crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.
A decisão foi tomada pela Justiça após o Ministério Público Estadual apresentar denúncia com base nas investigações da Operação Tromper, que apura desvios de recursos públicos em contratos de obras em Sidrolândia.
O que diz a denúncia
Segundo o MPMS, os empreiteiros investigados teriam acertado pagamento de propina de 3% sobre o valor de contratos de pavimentação. Um dos acordos chegou a envolver cerca de R$ 510 mil em vantagens indevidas destinadas a Claudinho. Parte desse dinheiro teria sido usado para cobrir despesas pessoais da esposa do ex-vereador, como compras e até festa de aniversário infantil.
O processo também aponta que um dos empresários movimentou R$ 2 milhões em espécie ao longo de um ano, o que coincide com encontros que teriam servido para repassar valores ao grupo ligado ao ex-secretário.
Réus e prisão preventiva
Ao todo, 14 pessoas viraram rés na ação penal. Além de Claudinho, sua esposa e pai, também estão no processo o ex-assessor parlamentar Carmo Name Júnior, Thiago Rodrigues Alves e outros envolvidos apontados como laranjas e operadores do esquema.
Claudinho, Mariana e Carmo Name seguem presos desde o dia 5 de junho, quando foi deflagrada a 4ª fase da operação. A prisão preventiva foi mantida pelo juiz, que considerou que as provas reunidas são suficientes para a continuidade do processo.
A denúncia detalha como o grupo se organizava para fraudar licitações, desviar recursos e lavar dinheiro, utilizando contas de terceiros e empresas de fachada.