O vídeo divulgado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro nesta quarta-feira (24), no qual afirma ter sido “apunhalada” e desrespeitada pelo senador Flávio Bolsonaro, provocou forte repercussão nos bastidores do PL nacional e reacendeu discussões sobre o peso político de Michelle nas decisões do partido para as eleições de 2026. Embora o conflito tenha surgido em razão de divergências sobre alianças do PL no Ceará, a crise também pode refletir em disputas internas em outros estados, incluindo Mato Grosso do Sul, onde o partido ainda busca uma definição definitiva para as duas vagas ao Senado. 🛒 VER NA SHOPEE Nos últimos meses, o PL sul-mato-grossense vive uma disputa interna envolvendo o ex-governador Reinaldo Azambuja, o deputado federal Marcos Pollon e o ex-deputado estadual Capitão Contar. Em fevereiro, Michelle Bolsonaro divulgou uma carta atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro manifestando apoio à candidatura de Pollon ao Senado, movimento que gerou desconforto entre lideranças estaduais e abriu uma crise dentro da legenda. Por outro lado, lideranças nacionais e estaduais do partido têm trabalhado para manter o acordo político que previa Reinaldo Azambuja e Capitão Contar como candidatos ao Senado em Mato Grosso do Sul. Bastidores apontam que o governador Eduardo Riedel também participa das articulações para preservar a aliança construída após a migração de lideranças tucanas para a base do PL. QUEM DEVERIA CONCORRER? A avaliação política do cenário atual indica três perfis distintos: Reinaldo Azambuja representa a estrutura política e administrativa consolidada, mantendo forte influência entre prefeitos e lideranças municipais. Capitão Contar continua sendo um dos principais nomes do eleitorado conservador em Mato Grosso do Sul, especialmente após sua expressiva votação na disputa pelo Governo do Estado em 2022. Marcos Pollon possui forte identificação com a base bolsonarista mais ideológica e conta com apoio declarado de Jair Bolsonaro e de Michelle Bolsonaro em momentos importantes da disputa interna. No atual cenário, a composição formada por Reinaldo Azambuja e Capitão Contar aparece como a alternativa que tende a unificar diferentes setores da direita sul-mato-grossense, somando experiência política e força eleitoral. Já a presença de Pollon na chapa mantém apoio entre bolsonaristas mais fiéis, mas também prolonga a disputa interna dentro do partido. Enquanto a crise entre Michelle e Flávio Bolsonaro expõe divergências na principal família política do PL, a definição dos candidatos ao Senado em Mato Grosso do Sul continua sendo uma das decisões mais aguardadas da direita para 2026. O episódio mostra que a influência de Michelle segue relevante dentro do partido e pode continuar pesando nas escolhas eleitorais dos próximos meses. Navegação de Post CLIMA TENSO: MICHELLE DIZ TER SIDO “APUNHALADA” POR FLÁVIO BOLSONARO ÔNIBUS LEVAM MILITANTES PARA ACOMPANHAR VISITA DE LULA A PONTA PORÃ