
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (9) que o Brasil “não tem sido bom para nós” e indicou que deverá anunciar novas tarifas sobre produtos brasileiros entre esta quarta e quinta-feira (10). A declaração foi feita durante entrevista à imprensa, em um almoço multilateral com líderes africanos na Casa Branca.
Na noite de terça-feira (8), Trump voltou a defender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em publicação em sua rede social Truth Social, classificou as investigações contra Bolsonaro como uma “caça às bruxas” e pediu que o ex-presidente seja deixado em paz. Essa foi a segunda manifestação em dois dias em defesa do brasileiro.
“Deixem o Grande ex-presidente do Brasil em paz. CAÇA ÀS BRUXAS!!!”, escreveu Trump, citando sua primeira publicação de defesa feita na segunda-feira (7). Na ocasião, ele afirmou que as ações judiciais contra Bolsonaro são ataques políticos e que o Brasil está fazendo algo “terrível” contra o ex-presidente.
Em resposta, no mesmo dia (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Brasil é um “país soberano” que não aceita “interferência ou tutela de quem quer que seja”.
Na terça-feira (8), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou que existe um “grau de incerteza” nas declarações do presidente americano sobre a elevação de tarifas, que precisa ser avaliada ao longo do tempo. Ele reforçou que o Brasil está focado em promover um trabalho técnico junto ao governo dos EUA.
Mais cartas de tarifas
Nesta quarta, Trump afirmou que outras cartas sobre tarifas serão enviadas a parceiros comerciais. Ele reiterou que mantém uma boa relação com o presidente da China, Xi Jinping, e afirmou que o país asiático está pagando muitas tarifas para os EUA.
Mais cedo, Trump anunciou uma alíquota tarifária de 30% sobre o Sri Lanka, que foi o sétimo país a receber a carta sobre tarifas apenas nesta quarta-feira. O republicano também anunciou tarifas para Argélia, Filipinas, Líbia, Iraque, Moldávia e Brunei.
Desde o início da semana, outros 14 países, entre eles Japão e Coreia do Sul, já foram notificados sobre as alíquotas.