
A Justiça de Sidrolândia condenou oito pessoas por participação em um esquema de fraudes em licitações, investigado entre 2018 e 2023, que envolvia direcionamento de certames, uso de propostas falsas e empresas de fachada. As penas, somadas, chegam a 37 anos, 10 meses e 8 dias de prisão, em diferentes regimes. A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso.
O caso foi desvendado durante a Operação Tromper, deflagrada em maio de 2023, que revelou um esquema criminoso estruturado para desviar recursos públicos por meio de licitações fraudulentas. O processo tem mais de 7 mil páginas, envolve 27 réus e conta com delações premiadas já homologadas.
CONDENADOS E PENAS
- Ueverton da Silva Macedo – 37 anos, 10 meses e 8 dias, regime fechado.
- Ricardo José Rocamora Alves – 28 anos, 3 meses e 20 dias, regime fechado.
- Roberto da Conceição Valenzuela – 11 anos e 6 meses, regime fechado.
- Evertom Luiz de Souza Luscero – 15 anos e 9 meses, regime fechado.
- Flávio Trajano Aquino dos Santos – 8 anos e 4 meses, regime fechado.
- Odinei Romeiro de Oliveira – 4 anos, 9 meses e 18 dias, regime semiaberto.
- César Augusto dos Santos Bertoldo – 5 anos, 6 meses e 20 dias, regime semiaberto.
- Carlos Alessandro da Silva – absolvido.
Além das penas privativas de liberdade, a sentença determinou a perda de bens e valores obtidos com o esquema, o ressarcimento aos cofres públicos e a suspensão dos direitos políticos dos condenados.
Dois outros réus, Tiago Basso da Silva e Milton Matheus Paiva Matos, tiveram os processos suspensos por conta de acordos de colaboração premiada.
O esquema, segundo o Ministério Público, funcionou durante anos e envolveu até ex-agentes públicos, como o então vereador Claudinho Serra, apontado como líder da organização criminosa.