O ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk, perdeu o mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul após recontagem de votos determinada pela Justiça Eleitoral. Com a saída do cargo, ele deixa de contar com prerrogativas parlamentares e poderá ter avanço no processo que resultou em condenação superior a 15 anos de prisão. A mudança ocorreu após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que anulou votos ligados a candidaturas do PL por irregularidades na prestação de contas e uso de recursos de campanha nas eleições de 2022. Com a nova totalização, a vaga anteriormente ocupada por Neno Razuk passou para João César Mattogrosso, do PSDB. Neno foi condenado pela 4ª Vara Criminal de Campo Grande a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, exploração do jogo do bicho e roubo majorado. Apesar da sentença, ele ainda responde em liberdade enquanto recorre da decisão. As investigações fazem parte da Operação Successione, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Segundo o Ministério Público, o ex-parlamentar seria uma das lideranças de um esquema ligado ao jogo do bicho e máquinas caça-níqueis em Mato Grosso do Sul. Com a perda do mandato, especialistas apontam que Neno deixa de ter proteções institucionais relacionadas ao cargo político. Ainda assim, a prisão não ocorre automaticamente, já que o processo segue em fase de recursos no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Além de Neno Razuk, outras pessoas investigadas na operação também foram condenadas pela Justiça em ações relacionadas ao grupo criminoso. Navegação de Post MS CRIA CADASTRO DE CRIMINOSOS SEXUAIS E ENDURECE COMBATE A ABUSADORES