
MATO GROSSO DO SUL | POLÍTICA – O ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB) admitiu publicamente que pode deixar seu atual partido ainda este ano. Com o PSDB em crise nacional e indefinições sobre alianças para 2026, Azambuja já conversa com a cúpula do PL (Partido Liberal), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Azambuja, as tratativas com o PL estão avançadas e o partido tem demonstrado total abertura para sua filiação. O ex-governador afirmou já ter dialogado diretamente com o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, e com o próprio Bolsonaro, além de lideranças como o senador Rogério Marinho.
“As conversas com o PL estão bem encaminhadas. Eles estão montando uma chapa forte e querem crescer ainda mais em Mato Grosso do Sul. Estou analisando com muito cuidado”, declarou.
Objetivo: Eleições 2026
A possível ida de Azambuja para o PL faz parte de uma articulação para fortalecer o partido no Estado, mirando as eleições de 2026. O ex-governador não descarta disputar um cargo majoritário, como vice-governador, governador ou senador.
Hoje, o PL sul-mato-grossense já conta com dois deputados federais e três estaduais. Com a chegada de Azambuja e, possivelmente, de outras lideranças, a legenda quer ampliar ainda mais seu espaço no cenário político estadual.
Riedel também pode seguir o mesmo caminho
O atual governador Eduardo Riedel, que também é do PSDB, mantém cautela sobre uma possível mudança de partido, mas reconhece o momento delicado da sigla. Ele afirma que acompanha as movimentações nacionais e conversa com lideranças do PP e do PSD.
Azambuja, por sua vez, não descarta que ele e Riedel possam migrar juntos para o PL ou outra legenda, desde que haja um projeto sólido e competitivo para 2026.
“Temos que construir uma chapa majoritária forte. O importante é montar um time que tenha capacidade de vitória, independente do partido”, afirmou o ex-governador.
Crise no PSDB nacional reflete em MS
O PSDB nacional desistiu recentemente da fusão com o Podemos e agora cogita uma federação com MDB e Republicanos, o que gera insegurança interna. Diante desse cenário, nomes históricos como Azambuja avaliam novos caminhos.
A possível ida do ex-governador para o PL pode redesenhar o mapa político de Mato Grosso do Sul nos próximos anos e sinaliza um realinhamento mais claro com o campo da direita conservadora, hoje representado com força pelo bolsonarismo no Estado.