O Consórcio Guaicurus voltou a pressionar a Justiça para conseguir o reajuste da tarifa técnica do transporte coletivo de Campo Grande para R$ 7,79. Em novo recurso apresentado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, a concessionária afirma que poderá enfrentar paralisação das atividades caso o aumento não seja autorizado.

Atualmente, a tarifa técnica paga pelo município é de R$ 6,57 por passageiro, enquanto o valor cobrado dos usuários permanece em R$ 4,95. A diferença é subsidiada pela Prefeitura de Campo Grande.

Segundo o Consórcio, a falta de reajuste pode comprometer o equilíbrio financeiro da concessão. No recurso judicial, a empresa cita inclusive a greve dos motoristas ocorrida no fim de 2025 como exemplo do risco de interrupção dos serviços.

O aumento solicitado pode representar cerca de R$ 45 milhões a mais por ano em repasses públicos para as empresas responsáveis pelo transporte coletivo da Capital.

A Prefeitura de Campo Grande contestou o pedido e destacou que perícias judiciais já apontaram que o valor atual da tarifa técnica estaria próximo do necessário para manter o serviço. Um dos estudos apresentados à Justiça indicou ainda lucro milionário do Consórcio nos primeiros anos da concessão.

Em decisão anterior, o Tribunal de Justiça derrubou liminar que obrigava o município a elevar imediatamente a tarifa para R$ 7,79. O entendimento foi de que não havia comprovação técnica suficiente para justificar o reajuste neste momento.

Além da disputa judicial envolvendo o reajuste, o Consórcio Guaicurus também enfrenta questionamentos sobre a qualidade da frota, manutenção dos ônibus e cumprimento de cláusulas do contrato de concessão do transporte coletivo em Campo Grande.

By Sidro

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