Uma força-tarefa composta por equipes da Polícia Civil, Pelotão de Choque da Polícia Militar e Perícia Criminal foi mobilizada neste domingo (14) para atuar em propriedades rurais localizadas às margens da MS-162, na região do distrito de Quebra-Coco, em Sidrolândia.

A mobilização ocorreu após denúncias de invasão em três fazendas da região. Segundo os relatos apresentados às autoridades, grupos de indígenas da Reserva Buriti teriam ocupado áreas das propriedades, que fazem divisa com a terra indígena.

De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), as equipes foram deslocadas para verificar a situação no local, realizar levantamentos periciais e reunir informações que possam auxiliar nas investigações.

As denúncias foram formalizadas por Cleber Martins de Aguiar, capataz da Fazenda São Sebastião da Serra; Mario Cley Lacerda de Oliveira, responsável pela Fazenda Vassoura; e Maria do Carmo Ortiz Martins, proprietária da Fazenda Águas Claras.

Conforme relato de Cleber Martins, havia informações prévias sobre uma possível ocupação das áreas rurais. Segundo ele, um grupo teria entrado na Fazenda São Sebastião da Serra por volta do meio-dia de sexta-feira (13).

Ainda de acordo com a denúncia, dois funcionários da propriedade, identificados como Carlinhos e Wesley, teriam sido rendidos, algemados e mantidos sob restrição de liberdade dentro da fazenda. Os denunciantes afirmam que ambos foram ameaçados durante o período em que permaneceram sob o controle dos supostos invasores.

O relato também aponta que a esposa de um dos funcionários e o filho do casal teriam sido levados para outra propriedade da região, identificada como Fazenda Lindóia.

Os denunciantes informaram ainda que residências existentes na Fazenda São Sebastião da Serra teriam sido incendiadas e que máquinas e equipamentos agrícolas foram retirados da propriedade e levados para outro local.

Segundo as informações apresentadas à polícia, os dois funcionários teriam sido liberados no início da noite de sexta-feira.

Já os responsáveis pelas fazendas Águas Claras e Vassoura comunicaram às autoridades que suas propriedades também teriam sido alvo de ocupação. No momento do registro da ocorrência, eles relataram não conseguir contato com funcionários que permaneciam nas áreas, o que dificultava uma avaliação mais detalhada da situação.

A Polícia Civil deverá ouvir proprietários, funcionários, testemunhas e demais envolvidos para esclarecer os fatos denunciados. Até o momento, não houve divulgação oficial sobre prisões ou identificação dos possíveis responsáveis.As circunstâncias do caso seguem sob investigação.

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By Sidro

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