Começa às 9h desta quarta-feira (23), no Fórum da Comarca de Sidrolândia, o julgamento dos quatro acusados de envolvimento na morte do pintor Magno Fernandes Monteiro, em um dos crimes de maior repercussão registrados no município nos últimos anos.

Serão julgados pelo Tribunal do Júri Natally Machado da Silva, João Pedro Lopes, Otávio Miguel Santos de Souza e Jailson da Conceição do Nascimento, denunciados pelo Ministério Público pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

A expectativa é de que o julgamento se estenda ao longo do dia, diante da quantidade de testemunhas, provas e da complexidade do caso.

FAMÍLIA ESPERA JUSTIÇA

às vésperas do julgamento, familiares da vítima voltaram a cobrar justiça. Primo de Magno, Leonardo Teixeira Monteiro afirmou que a família ainda convive com a dor causada pela brutalidade do crime.

“É revoltante tudo o que fizeram com o Magno. Nossa família sofreu muito com tudo isso. Agora esperamos que a Justiça seja feita e que os responsáveis paguem pelo que fizeram com ele.” Segundo Leonardo, nenhuma decisão judicial será capaz de reparar a perda da família, mas a condenação dos responsáveis representa a resposta aguardada desde que o caso veio à tona.

RELEMBRE O CASO

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Magno Fernandes Monteiro foi assassinado em circunstâncias que apontam para um crime planejado. A investigação sustenta que os quatro denunciados atuaram em conjunto, desde a execução do homicídio até a ocultação do corpo.As apurações da Polícia Civil indicam que o pintor foi agredido com golpes de martelo e facadas. Após o assassinato, o corpo foi enterrado em uma cova aberta no quintal do imóvel onde a própria vítima morava, permanecendo oculto por aproximadamente um ano.O desaparecimento de Magno gerou grande mobilização em Sidrolândia. O corpo somente foi localizado em 22 de maio de 2024, quando um familiar realizava a limpeza do terreno e encontrou indícios que levaram à descoberta da cova clandestina.

As investigações ganharam força depois que uma mulher procurou a Polícia Civil para denunciar ameaças feitas por um dos suspeitos. Segundo o relato, ele teria afirmado que faria com ela “o mesmo que fez com Magno”. A partir dessa informação, os policiais intensificaram as diligências.

Durante a investigação, um dos acusados confessou participação no crime e indicou o envolvimento dos demais investigados, permitindo que a polícia esclarecesse a dinâmica dos fatos e identificasse todos os denunciados.

ACUSADOS PERMANECEM PRESOS

Os quatro réus tiveram as prisões preventivas mantidas pela Justiça durante a fase processual. O entendimento foi de que a gravidade dos crimes, as circunstâncias apuradas e a necessidade de garantia da ordem pública justificam a manutenção da custódia até o julgamento.

A decisão que será tomada pelo Conselho de Sentença definirá se os acusados serão condenados ou absolvidos pelos crimes que lhes são atribuídos.

O caso é considerado um dos mais emblemáticos da história recente de Sidrolândia e tem despertado grande expectativa entre familiares, autoridades e a população, que acompanhará o julgamento ao longo desta quarta-feira.

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By Sidro

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